sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Rezando as virtudes da humanidade


As Bem-Aventuranças da humanidade
Por Marcos Cassiano Dutra 

Bem-Aventurado quem utiliza a criatividade, capacidade de transformar idéias em realidade, problemas em solução, desespero em esperança, morte em vida, tristeza em alegria, pecado em graça...

Bem-Aventurado quem utiliza o amor, sentimento nobre que transforma pessoas insensíveis em gente de compaixão e caridade, e colabora com um mundo mais unido e menos carente.

Bem-Aventurado quem utiliza a paz, dom gratuito que gera concórdia, respeito, irmandade, muito além dos preconceitos sociais, étnicos, culturais e religiosos, afinal, somos todos membros da mesma família: a humanidade.

Enfim, Bem-Aventurados todos e todas, homens e mulheres de boa vontade, cujos trabalhos em prol da vida e dignidade humana jamais serão esquecidos na trama da história, vidas benditas de quem aprendeu que o ser humano se humaniza na medida em que zela pela vida de seu próximo, seja ele quem for, pois entenderam que moralismos não educam, enquanto o diálogo tudo ensina.

Só entende essas Bem-Aventuranças quem extrapola os limites preconceituosos da sociedade e da religião, mergulhando no oceano da realidade, não para impor suas idéias e sim para viver e crescer na riqueza da diversidade que nos torna únicos, especiais, e, acima de tudo, humanos.  

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A arte sacra


Teologia da arte
A arte sacra como espaço de experiência de Deus
Por Marcos Cassiano Dutra



A arte é a expressão simbólica da linguagem do ser humano e a religião parte integrante da cultura humana. Nesse aspecto a arte sacra é ao mesmo tempo comunicação do homem e da fé. O mistério de Deus torna-se realidade contemplada por meio das iconografias, vitrais e esculturas, as quais fazem referência artística à beleza do transcendente. A religião é, pois um sistema de símbolos para a comunicação com Deus, visto que a relação da humanidade com Ele necessita de símbolos, os quais traduzem no visível o invisível da fé. 
A arte sacra é uma escola teológica por que consegue seu objetivo primeiro – a catequese, o ensino da crença; de maneira não-verbal, mas sensitiva, o visual, tornando-se algo popular, ou seja, da compreensão de todos.  
 A Igreja é a portadora das palavras e sinais de Cristo, ela expressa esse mistério através da linguagem simbólica, em vista dos fiéis alimentarem a fé, a esperança e a caridade através dessa simbologia catequética, logo o espaço sagrado é também espaço da arte, assim afirma Cláudio Pastro – “As igrejas construídas pelos homens são sinais visíveis da Igreja, povo de Deus convocado e reunido em torno do Cristo”. 
 A arte sacra serve, portanto para a glorificação de Deus e a transformação dos corações humanos. Por isso a religião necessita sempre de poetas, artistas e místicos, que criam, recriam e interpretam os símbolos da vivência da fé no dia a dia.
O filósofo Aristóteles afirmava que não se pode viver sem a felicidade, da mesma forma não se pode viver sem a beleza. O belo sempre fascinou o homem, dado que a natureza humana é envolta pela estética, isto é, pela admiração daquilo que “encanta os olhares”. Deus, em sua infinita sabedoria criativa, escolheu, qual artista do universo, a beleza para comunicar-se com a humanidade, revelando-se na arte magnífica da salvação.
            Jesus Cristo é a Beleza Sagrada encarnada na história, o qual santifica e restaura a obra-prima da criação, tornando o bom e belo sinais da presença da Santíssima Trindade, e a beleza artística não mais uma categoria conceitual e abstrata, mas experiência contemplativa da salvação e redenção.

sábado, 15 de setembro de 2012

Jubileu dos 50 anos do Vaticano II



Ano da Fé
“Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser.”
(Santo Agostinho)

Por Prof. André Luiz Oliveira - Sorocaba/SP
Seminarista Redentorista
             

O Ano da Fé é a consumação do desejo mais ardente do Papa Bento XVI, para que nos unamos estreitamente a Deus, pelo vínculo teologal que é a virtude da Fé. A Igreja sempre convocou Anos Santos e Jubilares; os últimos foram, o Ano Santo de 1950, o Jubileu do ano 2000, o Ano Paulino (2008) e o penúltimo, o Ano Sacerdotal (2009) e agora o Ano da Fé; esses jubileus ou anos santos marcam um tempo da graça para toda a Igreja; que se estende a todos os fiéis, em especial os leigos batizados, que com ardor profético dão testemunho, e colocam em prática a temática apresentada.

O Ano da Fé, foi convocado através da Carta apostólica Porta Fidei (A Porta da Fé) em 11 de outubro de 2011, pelo Papa Bento XVI. Ele terá início no dia 11 de outubro 2012, por ocasião do 50º aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, e terminará aos 24 de novembro de 2013, Solenidade de Cristo Rei.

Ao longo do percurso deste ano, será importante fazer inúmeras vezes a renovação pessoal e comunitária da Fé cristã. O que vem a ser o Ano da Fé? O Ano da Fé tem por finalidade reavivar a Fé, embasada na Razão, criando uma consciência clara das Verdades reveladas. Recorda-nos se estamos guardando este grande tesouro em “vasos de barro” (2 Cor 4, 7) ou na “Arca da Aliança”, que vem a ser nosso coração.

Ele será um reavivamento das origens da Fé. Será uma forma de catequese ampliada, que se estenderá a todos os católicos (e cristãos) do globo. Durante o período de 1 ano, será trabalhado na esfera: mundial, continental, diocesana e paroquial, temas e textos, entre eles os documentos do Concílio Vaticano II, o Catecismo da Igreja Católica e os artigos do Credo.

Cabe a cada um de nós tomarmos a consciência da Fé que professamos, e participar de forma ativa e integral ao longo deste ano 2012 – 2013, dando testemunho e nos comprometendo a propagar a Fé. Sou cristão, por isso vivo a minha Fé. Pois ela é: “... dom gratuito de Deus e acessível a todos os que a pedem com humildade, é virtude sobrenatural necessária à salvação” (Comp. CIC nº 28). Mesmo sendo a Fé uma folha em branco, me compete ter consciência do que será escrito.