sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Qual é a majestade de Cristo?


Cristo, Rei do Universo!
Por Marcos Cassiano Dutra

"Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera!" A célebre frase cristã não é somente uma periférica conotação triunfante da majestade de Cristo e sim uma afirmação teofânica do poder de Deus na história humana por meio de seu Santíssimo Redentor. O poder de Deus não vem da lógica do homem, não é um poderio político, econômico, ideológico, cultural ou religioso, é um poder misterioso (sagrado), capaz de converter os sistemas políticos, econômico, ideológicos, culturais e religiosos em sua utopia própria de ser reino de Deus.

Cristo vence, vence todo ódio, todo fanatismo, toda indiferença... Cristo reina, sobre todas as mentalidades desumanas e Cristo impera, governa, mais que qualquer globalização, seja ela qual for por que seu governo não fundamenta-se na dominação do capital internacional e sim na fraternidade que traz conversão, isto é, mudança de mentalidade.

A cristandade por vezes equivocou-se ao reduzir a potestade de nosso Senhor a um caráter meramente histórico e material na conquista de mais fiéis com suas cruzadas, hoje, com o progredir dinâmico da história, somos capazes de entender que o reinado de Jesus Cristo não é força de um braço que traz consigo a cruz numa mão e a espada na outra como antigamente, mas a força do testemunho que é capaz converter os corações de cristãos e não-cristãos, transformando a sociedade em suas estruturas interiores e exteriores a partir da fé e não de armas bélicas.

Cristo, Rei e Senhor do Universo, ajuda-nos a superar todo tipo de mentalidade reducionista sobre sua divindade e poder. Acompanha-nos na construção do reino de Deus, tornando-o mais visível por meio de nossas ações, pois como diz São Tiago Apóstolo: "A fé sem obras é morta".

Rezando as virtudes da humanidade


As Bem-Aventuranças da humanidade
Por Marcos Cassiano Dutra 

Bem-Aventurado quem utiliza a criatividade, capacidade de transformar idéias em realidade, problemas em solução, desespero em esperança, morte em vida, tristeza em alegria, pecado em graça...

Bem-Aventurado quem utiliza o amor, sentimento nobre que transforma pessoas insensíveis em gente de compaixão e caridade, e colabora com um mundo mais unido e menos carente.

Bem-Aventurado quem utiliza a paz, dom gratuito que gera concórdia, respeito, irmandade, muito além dos preconceitos sociais, étnicos, culturais e religiosos, afinal, somos todos membros da mesma família: a humanidade.

Enfim, Bem-Aventurados todos e todas, homens e mulheres de boa vontade, cujos trabalhos em prol da vida e dignidade humana jamais serão esquecidos na trama da história, vidas benditas de quem aprendeu que o ser humano se humaniza na medida em que zela pela vida de seu próximo, seja ele quem for, pois entenderam que moralismos não educam, enquanto o diálogo tudo ensina.

Só entende essas Bem-Aventuranças quem extrapola os limites preconceituosos da sociedade e da religião, mergulhando no oceano da realidade, não para impor suas idéias e sim para viver e crescer na riqueza da diversidade que nos torna únicos, especiais, e, acima de tudo, humanos.  

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A arte sacra


Teologia da arte
A arte sacra como espaço de experiência de Deus
Por Marcos Cassiano Dutra



A arte é a expressão simbólica da linguagem do ser humano e a religião parte integrante da cultura humana. Nesse aspecto a arte sacra é ao mesmo tempo comunicação do homem e da fé. O mistério de Deus torna-se realidade contemplada por meio das iconografias, vitrais e esculturas, as quais fazem referência artística à beleza do transcendente. A religião é, pois um sistema de símbolos para a comunicação com Deus, visto que a relação da humanidade com Ele necessita de símbolos, os quais traduzem no visível o invisível da fé. 
A arte sacra é uma escola teológica por que consegue seu objetivo primeiro – a catequese, o ensino da crença; de maneira não-verbal, mas sensitiva, o visual, tornando-se algo popular, ou seja, da compreensão de todos.  
 A Igreja é a portadora das palavras e sinais de Cristo, ela expressa esse mistério através da linguagem simbólica, em vista dos fiéis alimentarem a fé, a esperança e a caridade através dessa simbologia catequética, logo o espaço sagrado é também espaço da arte, assim afirma Cláudio Pastro – “As igrejas construídas pelos homens são sinais visíveis da Igreja, povo de Deus convocado e reunido em torno do Cristo”. 
 A arte sacra serve, portanto para a glorificação de Deus e a transformação dos corações humanos. Por isso a religião necessita sempre de poetas, artistas e místicos, que criam, recriam e interpretam os símbolos da vivência da fé no dia a dia.
O filósofo Aristóteles afirmava que não se pode viver sem a felicidade, da mesma forma não se pode viver sem a beleza. O belo sempre fascinou o homem, dado que a natureza humana é envolta pela estética, isto é, pela admiração daquilo que “encanta os olhares”. Deus, em sua infinita sabedoria criativa, escolheu, qual artista do universo, a beleza para comunicar-se com a humanidade, revelando-se na arte magnífica da salvação.
            Jesus Cristo é a Beleza Sagrada encarnada na história, o qual santifica e restaura a obra-prima da criação, tornando o bom e belo sinais da presença da Santíssima Trindade, e a beleza artística não mais uma categoria conceitual e abstrata, mas experiência contemplativa da salvação e redenção.