Gotas de esperança
Aprendendo a cultivar a confiança
Por Marcos Cassiano Dutra
Gotas de esperança no oceano na existência, são pingos de fortaleza que animam o homem em sua sina angustiante como ser em constante construção. Gotas, por que se devem ministrá-las de maneira paulatina, sem exageros, com equilíbrio... Infeliz aquele que se esquece de gotejar a vida de esperança, torna-se um desesperançado e desesperado, caminha sem rumo pelas vielas escuras da consciência atormentada. A esperança clareia a escuridão dos desafios diários de ser gente, palavra-chave para quem quer viver bem consigo e com os demais.
Uma vida humana sem esperança perde seu sentido, é preciso ter no que esperar, caso contrário a vida permanece uma solitária experiência temporal onde nada leva a lugar algum. Olha pois, ó pessoa, para os elementos naturais que apontam para além da concretude do real e aspira pelo depois da finitude! Olha para o coração e enxergue as potencialidades de poder amar e ser amado. Vede o horizonte belo do qual participas no milagre diário de acordar e construir mais um capítulo de sua história! Ah, tenho pena dos enlouquecidos pela correria executiva do mercado financeiro! Alienados na bolsa de valores, stressados pelos rumos da economia de consumo e perdidos no mundo da globalização.
Compaixão dos que, mesmo marginalizados, encontram uma razão para sobreviver na sociedade elitista que se esquece de ser irmandade fraterna do bem comum. Esses esperam contra toda desesperança! Abraço com todas as forças o presente e tenho saudade dos momentos bons do passado, assim projeto o futuro, não como um sonho faraônico e utópico, mas como ideal de felicidade, porque a felicidade é um dos efeitos da esperança.
Gotas de esperança no oceano da existência, são oportunidades únicas de levar a frente à vida sem desistir de viver. Aos deprimidos de hoje eu rogo esperança na problemática árdua de amadurecer os frutos dos sentimentos, a fim de que não percam seu sabor de humanismo. Inclino minha cabeça em reverência ao pôr-do-sol anunciando o declínio natural do humano, e, exclamo com voz forte e orante: vale a pena viver e deixar-se modelar pelas surpresas do cotidiano!
Gotas de esperança no oceano da existência são assim: pequenas, todavia de grande valor. Pingos sem pressa e alarde, pingos que induzem a confiança, pois sem confiança não há esperança!
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