Amor humano-cristão
Por Marcos Cassiano Dutra
O grande desafio de viver e saber ser pessoa humana está na capacidade de relacionar-se moral e dignamente com os demais na vida social. Quem não é capaz de reconhecer o outro como irmão, também não é capaz de reconhecer-se como um ser humano.
O autoconhecimento perpassa profundamente o contato humano-afetivo eu-outro. Como é lamentável ver entre os cristãos pessoas insensíveis humanamente, marcadas pelo paradigma do interesse material e não pelo amor ao próximo, virtude que Cristo exercitou e pediu para que seus discípulos também vivessem, porque sabia da importância desse sentimento humano para uma vida cristã coerente com o Evangelho e integrada com o corpo social. Diz a máxima latina: “Christianus alter Christus” (O cristão é outro Cristo).
A dimensão do amor cristão é marcadamente humano, visto que Cristo, em sua humanidade, não quis eximir-se de amar e ser amado, por isso fez de sua vida e missão salvífica uma ação amorosa de Deus na história do homem. Amar como Jesus amou é, sem sombra de dúvidas, ser pessoa humana em sua mais sublime essência transcendente, que se reflete de maneira sadia na transparência do trato cordial com o próximo.
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