A IGREJA E A JUVENTUDE
Desafios, conquistas e
exortações
Por Marcos Cassiano Dutra
O clima da alegre expectativa pelo encontro internacional da juventude
católica com o Papa Francisco no Rio de Janeiro já toma conta do coração de
nossas comunidades paroquiais e dioceses. A JMJ, além de ser um evento
religioso, é também um evento de cunho social e político, visto que a fé cristã
do jovem não é somente um elemento a ser exercitado no interior de uma
paróquia, mas no todo que envolve o mundo, no qual a Igreja está inserida como
fermento na massa e sacramento de salvação. Por isso, participar e celebrar a
juventude junto à Igreja, na pessoa do Sucessor de Pedro, é escutar com atenção
os sinais dos tempos e colocar-se a serviço do Reino de Deus como discípulos e
missionários de Jesus Cristo, modelo de vida e virtudes para todo o jovem.
O Documento de Puebla assinala que, “a juventude não é apenas um grupo de
idade cronológica. É uma atitude diante da vida, não uma etapa definitiva, mas
transitória”. A etapa da juventude, se vivida com compromisso e sabedoria, tem
a chance de transformar a sociedade e a história, porém é necessário manter a
atenção juvenil á aquilo que é importante para o bom desenvolvimento da
jovialidade: a maturidade humana e cristã. Jovens imaturos passam pelo tempo e
perdem a oportunidade de contribuir com um mundo melhor, passam pela religião e
perdem a oportunidade crescerem no conhecimento da fé, da Igreja e do encontro
pessoal com Jesus na comunidade de fé.
O saudoso Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi”
assinala que, “as circunstâncias do momento convidam-nos a prestar uma atenção
muito especial aos jovens. O seu aumento numérico e a sua crescente presença na
sociedade e os problemas que os assediam devem despertar em todos o cuidado de
lhes apresentar, com zelo e inteligência, o ideal evangélico, a fim de eles o
conhecerem e viverem”. Se o exemplo, isto é, o testemunho de vida de bons
cristãos na família, na comunidade e na sociedade é de grande relevância. Sem
esse testemunho, fica prejudicada a transmissão dos valores evangélicos à
juventude, pois o jovem necessita sempre de referenciais verdadeiros para viver
com dignidade sua vocação á vida e a fé cristã no percurso humano do
amadurecimento para a vida adulta.
Portanto, cabe aos adultos cristãos a nobre tarefa de transmitir com
vivacidade e verdade, o tesouro da fé aos jovens, especialmente os pais,
educadores do lar. Vê-se, então, que a jornada da juventude é não só uma missão
do Papa com os jovens, mas de toda a Igreja, de todos os cristãos. Jornada que
não se reduz a alguns dias de solenes celebrações, mas prolonga-se depois
desses dias celebrativos para o cotidiano.
Que a JMJ não termine com a missa de encerramento, não se reduza ao
entusiasmo momentâneo, não se restrinja a um evento, e sim continue sempre mais
nas atitudes de todos nós, jovens e adultos, cristãos e cristãs, gente de fé,
povo de Deus que caminha nos passos do Mestre de Nazaré.
Boa celebração da Jornada da Juventude a todos!
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