segunda-feira, 15 de julho de 2013

A violência contra a mulher

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As mulheres e a violência
Por Marcos Cassiano Dutra

         Vítimas de uma sociedade machista e violenta, as mulheres sofrem as graves consequências sociais desse fenômeno social. A vida oprimida do gênero feminino faz aumentar os índices de violência contra a mulher. Não é novidade se deparar com as manchetes no rádio, TV e internet nas quais elas são violentadas em casa, na escola, no trabalho e mesmo nas ruas durante o dia.
            O que dizer as famílias, ou melhor, as mães das mulheres, na maioria jovens moças, vitimadas pela maldade do homem? O utilitarismo para com o gênero feminino não é de hoje, vem de ontem, e suas raízes culturais estão na própria história da humanidade, na qual a mulher é encarada sempre em segundo plano e como mero instrumento sexual ou como uma serviçal no lar.
            Todavia a sexualidade feminina não é produto erótico a ser comprado ou conquistado com galanteios diversos, e a atuação da mulher dentro do lar não é apenas uma função rotineira para alguém excluída do mundo do trabalho. São essas mentalidades deturpadas que deformam a ideia masculina do que vem a ser a mulher e o seu papel na sociedade, e isso começa já na formação que os meninos herdam dos pais machistas.
            Não foi atoa que surgiram os movimentos feministas, como também não foi por acaso que se promulgou a Lei Maria da Penha e se instituiu as delegacias da mulher. São iniciativas populares e políticas que sinalizam algo: o crescente desrespeito ao feminino.
             Uma sociedade que se firma na injustiça, que privilegia o masculino e despreza o feminino, isto é, o marginaliza, está se autocondenando ao fracasso, pois a integração social e o bem comum somente se desenvolvem em ambientes nos quais homens e mulheres, ambos seres humanos, tem seus direitos e deveres salvaguardados.
             Aos homens que lerem esse breve texto eu digo – coloquem a mão na consciência e pensem na importância que a mulher tem em suas vidas, por meio de suas mães, namoradas, esposas, filhas e amigas. As mulheres que lerão esse texto eu exorto – não tenham medo de denunciar agressões, abusos ou qualquer tipo de assédio moral ou sexual. Cumpram com zelo próprio a missão de contribuir para com o progresso da humanidade, amem o dom da maternidade que a natureza as presenteou sendo sinais de carinho e amor e jamais desanimem na luta pela conquista de seus direitos e proteção.

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