As mulheres e a violência
Por Marcos Cassiano Dutra
Vítimas de uma sociedade
machista e violenta, as mulheres sofrem as graves consequências sociais desse
fenômeno social. A vida oprimida do gênero feminino faz aumentar os índices de
violência contra a mulher. Não é novidade se deparar com as manchetes no rádio,
TV e internet nas quais elas são violentadas em casa, na escola, no trabalho e
mesmo nas ruas durante o dia.
O
que dizer as famílias, ou melhor, as mães das mulheres, na maioria jovens
moças, vitimadas pela maldade do homem? O utilitarismo para com o gênero
feminino não é de hoje, vem de ontem, e suas raízes culturais estão na própria
história da humanidade, na qual a mulher é encarada sempre em segundo plano e
como mero instrumento sexual ou como uma serviçal no lar.
Todavia
a sexualidade feminina não é produto erótico a ser comprado ou conquistado com
galanteios diversos, e a atuação da mulher dentro do lar não é apenas uma
função rotineira para alguém excluída do mundo do trabalho. São essas
mentalidades deturpadas que deformam a ideia masculina do que vem a ser a
mulher e o seu papel na sociedade, e isso começa já na formação que os meninos
herdam dos pais machistas.
Não
foi atoa que surgiram os movimentos feministas, como também não foi por acaso
que se promulgou a Lei Maria da Penha e se instituiu as delegacias da mulher.
São iniciativas populares e políticas que sinalizam algo: o crescente
desrespeito ao feminino.
Uma sociedade que se firma na injustiça, que
privilegia o masculino e despreza o feminino, isto é, o marginaliza, está se
autocondenando ao fracasso, pois a integração social e o bem comum somente se
desenvolvem em ambientes nos quais homens e mulheres, ambos seres humanos, tem
seus direitos e deveres salvaguardados.
Aos homens que lerem esse breve texto eu digo
– coloquem a mão na consciência e pensem na importância que a mulher tem em
suas vidas, por meio de suas mães, namoradas, esposas, filhas e amigas. As
mulheres que lerão esse texto eu exorto – não tenham medo de denunciar
agressões, abusos ou qualquer tipo de assédio moral ou sexual. Cumpram com zelo
próprio a missão de contribuir para com o progresso da humanidade, amem o dom
da maternidade que a natureza as presenteou sendo sinais de carinho e amor e
jamais desanimem na luta pela conquista de seus direitos e proteção.
Nenhum comentário:
Postar um comentário