A importância do saber
Por Udemia Carvalho – Advogada
O ano que se aproxima do fim e como de costume somos impulsionados por uma esperança em construir um futuro melhor e avaliarmos as experiências que tivemos os sonhos realizados, os que mais uma vez foram arquivados e, sobretudo, avaliarmos os conhecimentos adquiridos que serviram para modificar e melhorar nossas vidas.
Ao compreendermos os conceitos de justiça, lei, direito positivado, em prol da urbanidade, nos servimos dos ensinamentos da filosofia do direito. Como cidadãos críticos, não nos basta sabermos que a lei está para ser cumprida, toda lei possui uma intenção, um espírito que norteará, que regulará a sociedade a que se destina; é preciso compreendê-la e dela se utilizar.
Observamos que em tempos contemporâneos é imensa a necessidade que o conhecimento esteja globalizado, que o homem e a mulher respeitem seus pares, sob pena de incorrermos no erro de segregações mascaradas de autonomia e soberania. Os direitos universais de engrenagem na grande máquina globalizada das relações humanas.
Um poder nato que diferente do poder imposto, numa celeuma que gera vida, prosperidade, que favorece a fraternidade, a igualdade de condições, a isonomia. Enxergar-se como cidadão dotado de competência intelectual capaz de reivindicar direitos e estabelecer deveres em todos os campos de atuação, quer do serviço braçal ao intelectual.
Toda relação humana deve possuir lastro de organização, o que significa dizer que, embora surjam situações-problemas até então desconhecidas e, portanto, não positivadas, tem-se sempre o abraço da lei e doutrina com escopo de se solucionar eventual problema de forma equânime.
À luz do princípio da igualdade assegura-nos o artigo 5º da Constituição Federal/88 que: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta constituição”.
Portanto, quer sejamos ricos ou pobres, empregados ou empregadores, contratantes ou contratados, somos dignos de direitos e obrigações por toda a vida, desmistificando a superioridade acreditada por muitos.
(Texto extraído da Revista O Milite, página15 – Dezembro de 2011).
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