Natal com Jesus
Por Marcos Cassiano Dutra
Mais uma vez será Natal. Os sinos das igrejas repicam ao tom melódico da harmonia celeste que entoa o hino de louvor – “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”. Sim, glória ao Deus Trindade encarnado na história por meio do Verbo Divino, feito nossa carne no ventre incorrupto da Santíssima Virgem de Nazaré, Maria. Paz a todos os amigos do bem, os promotores da justiça, da fraternidade, dos direitos humanos, ou seja, do Reino de Deus concretizado como prelúdio salvífico na realidade do mundo terrestre.
Vinde, pois todos os seres vivos, especialmente os humanos, adorarem Jesus Cristo no mistério singelo do presépio. De Belém até hoje a mensagem é a mesma em sua eloquência, ao suscitar, em quem celebra de maneira cristã o Natal, os mais virtuosos sentimentos de amor a Deus e aos irmãos.
Em um momento histórico onde inúmeras vitrines tentam ofuscar a real riqueza natalina, a Igreja novamente nos propõe em sua sagrada liturgia a contemplação da Encarnação do Filho de Deus, como resposta mistagógica aos anseios do homem perdido e iludido pelos modismos da pós-modernidade. Redescobrir Cristo como centro da vida humana e cristã é o aspecto peculiar do Natal a todos quantos acreditam na salvação integral do gênero humano, por meio do Messias enviado e ressuscitado. Patriarcas e Profetas da Antiga Aliança, alegram-se na porfia celeste por tal ocasião importante da revelação do Deus de Abraão, Isacc e Jacó. Quis Ele revelar-se plenamente no rosto humano-divino do homem de Nazaré, Jesus, ao fazer-se nossa gente.
Como os pastores e magos do oriente, vamos ao seu encontro na Eucaristia solene. Aquele que nasce em Belém, na casa do pão, se faz também pão, alimento de fé, caridade e esperança, porque é a máxima expressão da crença, do amor divino e da redenção. O Natal ganha maior significado se o celebramos e vivemos com o Jesus do presépio. Desta forma é impossível ficar passivo (indiferente) diante daqueles que não tem motivo material para festejar em ceia. Os irmãos mais necessitados são o retrato atualizado do presépio contemporâneo onde se encontra novamente o Jesus menino a esperar de nós, não mais ouro, incenso e mirra, mas amor, partilha e união. Frente a um modelo sociocultural individualista, competitivo e consumista, a beleza do presépio está em nos fazer próximos dos demais, onde Cristo está presente.
Feliz Natal, a você que entende o significado do nascimento de Jesus! Feliz Natal, a você que vai partilhar sua ceia com seus vizinhos! Feliz Natal, a você que irá rezar, não só pelos cristãos, mas por todos os povos e religiões! Feliz Natal, a você que compreendeu que o maior presente é ter Cristo em sua família! Enfim, feliz e santo Natal a todos, cristãos e não-cristãos, mas que amam como Jesus amou.
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