sábado, 17 de dezembro de 2011

Mensagem para o Ano novo

Fim de ano
Refletindo o ano que vai, saudando o ano que vem
Por Marcos Cassiano Dutra

Há uma frase do filósofo grego Sócrates que é muito pertinente para essa época de fim de ano, ela diz: “conheça a ti mesmo”. Sócrates dizia saber que nada sabia, de fato ele deveria se autoconhecer bem, afinal somente quem realmente está a par de seu próprio íntimo é capaz de expressar o que sabe e o que não sabe, sem demagogias ou falsas modéstias advindas de certo “orgulho social” pela imagem ostentada aos demais. Conhecer, verbo que indica uma ação importante para cada pessoa humana. Um provérbio popular não cansa de afirmar que ninguém ama aquilo que não conhece, logo, para o ser humano se amar e estar aberto a transmitir esse amor aos outros, ele deve se conhecer. Nesta profunda relação entre um dito do povo e uma máxima socrática está cada um no tempo, fazendo história. Conforme se vai vivendo a vida, ao mesmo tempo se vai tomando conhecimento de si, do próximo e da realidade. “Conheça a ti mesmo”, soa mais como um conselho de alguém vivido, entendido em certas coisas das quais ainda vamos conhecer.
           
Fim de ano é assim: oportunidade para conhecer e reconhecer aquilo que foi bom e o que poderia ter sido melhor, o que se fez e o que se deixou de fazer por motivos vários. Gosto da atmosfera de retrospectiva que o findar dos anos causam nas pessoas, inclusive em mim, porque é uma expectativa que se cria pelo novo ano a chegar e certa gratidão pelo ano que vai embora e começa a fazer parte do livro da história, do passado, recente, mas passado.
           
Admiro quem faz promessa, pula ondas, enfim, quem se propõe de maneiras distintas e até inusitadas a serem melhores no ano novo, esses são aqueles que se projetam, aliás, o ser humano é um ser de projetos, são os projetos, ou seja, os ideais que fomentam nele o desejo de viver intensamente seus dias neste espaço de tempo chamado mundo, universo, no qual caminha para o desconhecido.
           
Infeliz quem termina o ano guardando mágoas e raiva. Porque colecionar desatinos? Enche a vida do melhor que há! Por isso exalto Francisco de Assis, homem de seu tempo que não cansava de chamar a todos de irmãos, até a morte. E de dizer em oração piedosa: Deus, fazei-me um instrumento de paz!  Tal invocação orante do santo católico o fazia ver esperança onde havia desespero, cura na doença, luz nas trevas, perdão nas ofensas, vida na morte... É Francisco, ainda estamos longe desse caráter humanístico seu, porém você ainda nos questiona, e isso é bom, gera em nós comportamentos diferentes para o bem comum, independentemente se todos crêem ou não no Deus cristão
           
Fim de ano é assim: saudade do que se foi, esperança pelo que vem. Creio que a palavra esperança guarda em sua essência algo místico a ser desvendado, do contrário ela não estaria tão presente em nosso cotidiano. Basta lembrarmos tanta coisa ruim acontecidas no ano que termina para interiormente acreditarmos que virão dias melhores, como canta o grupo musical Jota Quest – “Dias melhores, dias melhores pra sempre...” 
           
Que as intuições das previsões não criem na gente uma ilusória crença em destino traçado, mas nos motivem a construirmos juntos um mundo melhor. O homem é destinado ao bem, aí está o segredo de uma nova humanidade, redescobrir que o ser humano é mais, muito mais que as maldades de alguns, é a bondade e a coragem de outros tantos como Madre Teresa de Calcutá, Maria Montessori, Irmã Dulce, Mahatma Gandhi, Martin Luter King, Nelson Mandela, Chico Xavier, João Paulo II, Dom Hélder Câmara...
           
Para o próximo ano só faço um voto, o de que apareçam em nosso meio mais pessoas com as mesmas virtudes desses seres humanos citados acima. O ano novo precisa, mais que crescimento econômico, precisa de homens e mulher de boa vontade.
              

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