A fé cristã e o mistério da morte
Por Marcos Cassiano Dutra
Disse Jesus: “Eu sou a Ressurreição e a vida, quem crê em mim, ainda que morra, viverá!” A vida eterna é uma realidade transcendente e misteriosa pela qual o ser humano aspira em sua existência terrestre e temporal. Um sábio provérbio diz: “de Deus viemos, em Deus vivemos e para Ele voltaremos”. Se Deus, autor e fonte da vida, é Pai nosso que está no céu, assim como o Mestre de Nazaré ensinou-nos outrora no Novo Testamento, então, retornar para o Pai é regressar para o lar, para casa, a eterna morada, a pátria celeste.
Quão belo deve ser o encontro entre filhos e Pai! Torna-se indescritível tal sensação sobrenatural, singular e especial; assim como é difícil humanamente interpretar o mistério da morte, fenômeno natural e pascal, pelo qual cada homem e mulher, seres viventes, experimentam uma só vez, no momento crucial do viver, quando “apagam-se as coisas da terra e se ascendem as do céu” após uma vida vivida por, com e em Cristo.
São Francisco de Assis, transbordante de fé, caridade e esperança, dizia em oração: “É morrendo que se vive para a vida eterna”, tão iluminado pelo Espírito Santo chamava a morte de sua própria irmã. Oxalá se todas as pessoas se comportassem de forma franciscana diante da vida e da morte!
Ainda há tempo! Não espere a hora de partir deste mundo para dar-se conta do mistério grandioso que envolve a vida. Comece agora a dar valor e sentido a vida, vivendo a certeza final vindoura em Cristo, primícia e esperança da ressurreição da carne. Ao lembrar na saudade os que já estão na casa de Deus, faça uma prece por eles, lá do céu, acredite, nossos irmãos falecidos rezam também ao Pai Eterno por todos nós.
E quando chegar a hora do retorno, do encontro com Deus, entregue sem medo a alma, suspirando pela última vez nos braços da Divina Misericórdia onde irás descansar em paz. Benditos os que vivem para Deus, benditos os que morrem em Deus!
Que os fiéis defuntos descansem em paz, amém.
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