O trabalhador e seu trabalho no altar
Por Marcos Cassiano Dutra
Na sagrada liturgia da Missa, no momento do rito de apresentação das oferendas, o sacerdote, a Deus se dirige, em nome da comunidade de fé reunida, para bendizer o Criador e Pai pelas espécies do pão e do vinho, que como reza a ocasião ritual, é “fruto da terra e do trabalho humano”, ao passo que a assembleia responde: “Bendito seja Deus para sempre!”.
Deus, em seu infinito amor e poder, utiliza-se do fruto de nosso trabalho para dar-se a nós em alimento sacramentado, por meio de seu Filho eucarístico na ação transubstanciante do Espírito Santo, através do padre, que consagra solenemente tais alimentos humanos, para tornarem-se alimentos de vida eterna.
Dentro de toda a mística que envolve este contexto celebrativo, não podemos esquecer de quem contribui de forma direta na confecção das matérias pão e vinho, ou seja, o homem do campo, que planta o trigo, dele faz farinha e o torna pão. Bem como daquele que cultiva a vinha e dela faz o vinho. São tantos os agricultores por esse Brasil, de pequena ou grande produção, que merecem nosso respeito, gratidão, oração e atenção cristã, visto que nosso pão de cada dia é possível graças a eles.
O próprio Jesus, certa vez, quis aproximar tanto a compreensão do mistério celeste de nós, que se comparou a si mesmo como videira, da qual somos os ramos e o Pai, o Pai do céu, é o agricultor. Rezemos: Senhor nosso Deus, abençoai todos os lavradores e suas lavouras espalhadas por esse País e pelo mundo inteiro. Acompanha-nos na defesa dos direitos e dignidade de quem mora e trabalha no campo, bem como na conquista da reforma agrária como sinal concreto de teu reino em nosso meio. Amém! Obrigado, Senhor, pelo homem do campo!
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